BLOG · TEXTO ABERTO

Ideias em público.

Ensaios sobre criatividade, cognição, cultura, tecnologia e o trabalho de transformar pensamento em forma.

Quem enrola chama de profundidade

Quem ensina aprende duas vezes. Quem enrola chama de profundidade. Essa frase parece exagero. Não é. É diagnóstico com pouca paciência.O problema moderno é que a gente aprendeu a chamar fuga de processo, ansiedade de ambição e confusão de profundidade. Ter uma mente foda é tirar o enfeite, olhar para a coisa sem maquiagem e perguntar: o que eu faço nas próximas 24 horas?

Aprender não é consumir. Aprender é recuperar, aplicar, errar e ajustar. Grifar texto dá sensação de inteligência, mas o cérebro respeita mais tentativa do que decoração. Se você não consegue explicar sem olhar, usar em 72 horas e medir algum efeito, talvez você não tenha aprendido. Só visitou a ideia.

Em 2025, YeckehZaare e Resnick publicaram na npj Science of Learning um estudo sobre o incentivo chamado Counting Days. Em vez de premiar só a quantidade de questões feitas, o método incentivava a prática distribuída em dias diferentes. Isso conversa direto com o Viver FODAMENTE: aprender não é dar um ataque de estudo numa noite e chamar de foco. Aprender é retorno, espaçamento, recuperação e aplicação antes que o cérebro arquive tudo como decoração intelectual.

Lifehacking

  1. Depois de estudar, feche a fonte e explique em voz alta em 90 segundos.
  2. Aplique algo em até 72 horas.
  3. Escreva: aprendi isso, testei assim, falhou aqui, ajusto aqui.
  4. Distribua a prática em dias diferentes, não em uma noite heroica.

Como aplicar nas próximas 24 horas

Escolha uma única ação ligada ao tema deste artigo. Não transforme em projeto, identidade, promessa pública ou planilha de autoengano. Faça pequeno, faça feio e faça hoje. Depois registre três coisas: o que você tentou, o que aconteceu e qual ajuste vem amanhã.

Erro que você vai cometer

O erro é colecionar curso, livro, podcast e resumo para se sentir em movimento. Saber demais sem fazer nada é luxo de quem está fugindo com vocabulário bom.

Fechamento

Quem ensina aprende duas vezes. Quem enrola chama de profundidade não é frase de efeito. É ferramenta. Use como contrato com a realidade: menos teatro, mais placar; menos intenção, mais evidência; menos “agora vai”, mais “foi feito”.

O que isso tem a ver com meu trabalho

Eu escrevo este texto a partir da minha bagagem como diretor, criador, palestrante e estrategista de conteúdo. No meu trabalho, este tema não é teoria solta: ele cruza audiovisual, publicidade, IA generativa, narrativa, vendas, execução e método. Aqui, o método autoral que mais conversa com o assunto é FODAMENTE, Rota, SOVL, VDPR, 3R+ e VLPC. A ideia é simples: transformar repertório em ferramenta, ferramenta em ação e ação em prova pública de autoridade.

Fontes — ABNT

YECKEHZAARE, Iman; RESNICK, Paul. Counting days is a spacing incentive that unlocks the potential of low GPA students. npj Science of Learning, v. 10, art. 35, 2025. DOI: https://doi.org/10.1038/s41539-025-00322-5. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41539-025-00322-5. Acesso em: 6 maio 2026.

O mundo não paga intenção


O mundo não paga intenção. Paga valor entregue. Essa frase parece exagero. Não é. É diagnóstico com pouca paciência. O problema moderno é que a gente aprendeu a chamar fuga de processo, ansiedade de ambição e confusão de profundidade. Ter uma mente foda é tirar o enfeite, olhar para a coisa sem maquiagem e perguntar: o que eu faço nas próximas 24 horas?

Valor não é intenção. Valor é alívio mensurável. O mercado não paga porque você é profundo, sensível, estudioso ou cheio de potencial. Paga quando você resolve uma dor, reduz custo, aumenta receita, poupa tempo, cria clareza ou diminui risco. Sem isso, sua ideia é poesia procurando Pix.

A McKinsey relatou em 2025 que a maioria das organizações pesquisadas já usava IA em pelo menos uma função, mas muitas ainda tinham dificuldade de transformar uso em valor sistêmico. A lição para pessoas e empresas é igual: ferramenta não é resultado. Resultado nasce quando uso vira processo, métrica, decisão e entrega real.

Lifehacking

  1. Escreva sua oferta em uma frase: ajudo X a sair de Y usando Z sem W.
  2. Escolha uma dor real com dono e orçamento.
  3. Crie uma solução mínima em 72 horas.
  4. Meça resultado antes de embelezar a marca.

Como aplicar nas próximas 24 horas

Escolha uma única ação ligada ao tema deste artigo. Não transforme em projeto, identidade, promessa pública ou planilha de autoengano. Faça pequeno, faça feio e faça hoje. Depois registre três coisas: o que você tentou, o que aconteceu e qual ajuste vem amanhã.

Erro que você vai cometer

O erro é procurar propósito antes de procurar problema. Propósito sem entrega vira decoração espiritual. Problema resolvido vira dinheiro, reputação e repetição.

Fechamento

O mundo não paga intenção. Paga valor entregue não é frase de efeito. É ferramenta. Use como contrato com a realidade: menos teatro, mais placar; menos intenção, mais evidência; menos “agora vai”, mais “foi feito”.

O que isso tem a ver com meu trabalho

Eu escrevo este texto a partir da minha bagagem como diretor, criador, palestrante e estrategista de conteúdo. No meu trabalho, este tema não é teoria solta: ele cruza audiovisual, publicidade, IA generativa, narrativa, vendas, execução e método. Aqui, o método autoral que mais conversa com o assunto é FODAMENTE, Rota, SOVL, VDPR, 3R+ e VLPC. A ideia é simples: transformar repertório em ferramenta, ferramenta em ação e ação em prova pública de autoridade.

Fontes — ABNT

MCKINSEY & COMPANY. The state of AI in 2025: Agents, innovation, and transformation. McKinsey, 5 nov. 2025. Disponível em: https://www.mckinsey.com/capabilities/quantumblack/our-insights/the-state-of-ai. Acesso em: 6 maio 2026.

Entrevista para o Blog da Aninha

Anna Barros- Como funciona o projeto?
Elemento Criativo- Na verdade não é um projeto. São muitos. Um caixote deles. Realizamos projetos intensamente de filmes em formato curta-metragem, videoclipes e experimentais sobre a sutileza ou a profundidade das histórias que ouvimos. Sobre o universo que vivemos ou que gostaríamos de viver. Os projetos acontecem para extrapolar um exercício profissional e inerentemente emocional de histórias que queremos contar. Somos desenhistas da liberdade de contar.

AB- Quais os filmes que vocês priorizam?
EC- Tendemos a fazer filmes sobre o amor e todas as dores e olhares profundos dele. Não sobre a vida como ela é de Nelson Rodrigues, mas sobre a vida como ela poderia ser ou que gostaríamos que fosse. É o desejo unilateral de respirar cinema como arte expressa do amor, mas isso está mudando. Entramos numa nova fase, de desenvolvermos projetos buscando democratizar nosso olhar e conquistar o espectador o expondo.

AB- Vocês buscam verbas do governo ou a produção é independente?
EC- Totalmente independente. Totalmente feito com os nossos próprios recursos. Desenvolvemos projetos patrocinados pela crença de todos com amor por uma obra grandiosamente apaixonada.

AB- Qual é o mais recente lançamento de vocês?
EC-Nosso último projeto, o 10º filme, está em processo de pós produção. Chama-se “Não haverá silêncio que continue” sobre a perda e o narcisismo de dois personagens que falham em não desistir do amor.

AB- Qual é o objetivo do Elemento Criativo Filmes?
EC- Todas as respostas anteriores e o principal deles: compartilhar nossas secretudes.

você pode ver essa entrevista no Blog da Aninha.

“De informático a cineasta”

Entrevista concedida pelo Marcello Sampaio às meninas do blog EM CENA, aqui de Portugal. Que apesar do modelo da foto não ser lá grandes coisas, foi muito bem escrita por elas.

“Em criança, Marcello dos Santos Sampaio sonhava ser engenheiro informático. Conta que vem de uma família ligada à arte, mas que sempre foi polivalente: tanto adorava arte como computadores. Desde pequeno que era muito ligado a esta área, mas também gostou sempre de escrever; o pai sempre o incitou a ser uma pessoa “criativa”. Nasceu a 6 de Novembro de 1985 em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, Brasil.”

Link para a matéria:
“De informático a cineasta”
by Andreia Mandim e Inês Espojeira on 22/05/2010

 

“O cinema português não tem grande distribuição no Brasil”

Entrevista para o site de Festivais de Cinema Português – FestMagazine

Elemento Criativo é a marca do jovem realizador brasileiro Marcello Sampaio. Esse slogan marca os organizados site e blogue do estudante de Ciências da Comunicação e representa bem o trabalho que tem vindo a desenvolver. Com apenas 24 anos, Marcello já trabalhou como documentarista, director de telediscos e como publicitário. O documentário Além Do Que Se Vê foi seleccionado em 2009 para o Los Angeles Brazilian Film Festival, um dos maiores eventos do cinema brasileiro nos EUA. Com três curtas-metragens no Festival de Cinema Bragacine, Marcello Sampaio concede entrevista à Fest em que revela porque deixou o Brasil para estudar e produzir em Portugal.

Link para a matéria:
Marcello Sampaio: «O cinema português não tem grande distribuição no Brasil»
by Manaira Athayde on 07/02/2010

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